Tarpon Gigante Brasileiro | Autor: Bruno Oliveira

Segunda-feira amanheceu com muito sol e vento ao mesmo tempo, típico da região.

 

 


Combinamos com o Guia Auricélio de sair mais cedo, devido ás condições da maré, 05h00minhs já estávamos no ponto. Onde havia um barco grande, armando uma rede enorme, fechando de ponta a ponta a saída de um afluente. Mas segundo o guia, não influencia na pesca do tarpon, e realmente vimos que não havia nenhum tarpon na rede, mas robalos, xaréus e pescadas, tinham muitos.

 


Avistamos o primeiro tarpon depois de 10 minutos de pesca no local, e parece que os peixes são sincronizados, quando sobe um, logo em seguida, o cardume todo sobe para respirar ou caçar na superfície.

 

 


Batemos à manhã toda nos cardumes com iscas de meia água, mas nada de engatar. Quando apareceu um ribeirinho em uma canoa a remo, e disse: “Rapaz, lá pra cima ta coalhado de sardinha, tem até Camurim (Robalo-Flecha) batendo na superfície”. Com essa dica, decidimos subir um pouco mais o rio atrás das garças brancas e estouros dos Camarupins (Tarpon). Avistei um estouro de tarpon a uns 800 metros de onde estávamos, não era à toa, mas o peixe tinha mais de 100 quilos e voou para comer as sardinhas.

 


Paramos no local, insistimos com as varas pesadas (Stella 10000 + Vara Hot´s Gippang), material de pescar Xaréu GT no mar. Batemos por mais de uma hora, e os peixes rebojavam do lado do barco, e nada de engatar.
Até que meu parceiro Vilson Momm engatou um, no material certo, mas logo vimos que ainda não era o bitelo, subiu à superfície e logo tiramos uma arraia de aproximadamente uns 8 quilos do anzol e voltamos a pinchar nos “pratas”.

 

 


Íamos descendo o rio junto com as sardinhas, estouro de xaréu, garças sobrevoando o cardume e Tarpons explodindo na superfície, e da-lhe isca na água.

 


Foi quando a minha chance surgiu, o peixe rebojou a uns 30 metros do barco, e eram 3 juntos, não tinha como errar. Mandei bem na cara do peixe, o guia estava no telefone com um cliente que deve ter tomado um susto quando gritei “Engatou, engatou...” e logo saiu tomando linha do Stellão, o primeiro salto foi a mais de 100 metros do barco, em seguida salto e mais salto...

 


Não tenho palavras para descrever a emoção de estar em um barco de 5 metros, com motor de 15 HP, dentro do mangue, e ver um peixe de mais de 150 libras engatado e pulando a alguns metros do barco.
O guia e o parceiro falando para eu não deixar o peixe próximo do barco, pois já houve casos do peixe pular e derrubar todo mundo de dentro do barco.

 


Descemos com o peixe engatado, cerca de 2 km rio abaixo, e encontramos uma cabana de pescadores profissionais, Auricélio logo disse, “Temos que tirar esse peixe aqui, não deixe ele descer mais o rio”.
Assim tiraríamos o peixe na cabana, único local onde dava para encostar o barco e tirar belas fotos.
Uma hora e 10 minutos de briga, e nada do peixe pranchar, depois dos saltos lindos que ele deu, eu imaginei que ele estaria cansado, mas este peixe pega oxigênio do ar e da água, a briga é injusta, ele tem 2 meios de respirar, e eu só tinha um, e estava ficando cansado.

 


Mais algumas tomadas de linha e eu decidi forçar um pouco mais o peixe, então foi quando ele boiou com a barriga pra cima, -“Essa é a hora” disse Auricélio, encostei com o elétrico perto do peixe, e agarrei pelo opérculo. Então pedi para o parceiro Vilson, ligar o motor e encostar-se à cabana, pois embarcar o peixe era inviável, iríamos os 4 pra água, peixe, Vilson, Auricélio e eu.

 

 


Quando encostamos, logo passei a máquina de fotos para Auricélio e tirou inúmeras fotos.


 

 

Realmente é uma briga que ficará para história, primeiro porque nenhum pescador tirou um peixe desse porte em águas nacionais com isca artificial, e segundo que é meu recorde pessoal, nunca havia pegado um peixe deste tamanho.

 

 


Peixe solto, e as pernas continuavam tremendo, respiração ofegante, e braços que não agüentavam nem pinchar mais.

 


Sonho realizado espera em breve voltar para o local, e engatar mais um desses.
 

 
 
Copyright © 2010 SNOOK PRO TEAM | Todos os direitos reservados | Desenvolvido por: Felipe Brito